Preço do pão francês deve cair em breve
O pão nosso de cada dia estará mais barato em breve. Com a decisão do governo federal em subsidiar os impostos de importação do trigo, os moinhos deverão pagar mais barato pelo produto. Diante do impasse entre os produtores argentinos e o governo daquele país, que exige impostos para a exportação da matéria-prima, a solução foi buscar o produto nos Estados Unidos e no Canadá, mas agora, as panificadoras já projetam redução de preços ao consumidor final. Com a liberação para a compra de dois milhões de toneladas de trigo sem tributos, a tendência é que o valor do quilo do pão francês tenha redução nos próximos dias. É o que aposta o gerente de uma padaria em Bauru José Isac, que ontem mesmo havia recebido proposta para comprar a saca de 25 quilos de farinha de trigo a R$ 35,00 - há 15 dias custava R$ 42,00. "Hoje vendo o quilo do pão francês a R$ 5,50, mas se a procura for maior, irei diminuir os preços", avisa. "Hoje dá para pagar os custos de produção, mas eu estava subsidiando para não repassar o aumento para o consumidor". Para o presidente do Sindicato dos Panificadores de Bauru e Região, Evaristo Rodriguez Gonzales, sem o imposto, a expectativa é de que os moinhos comercializem o produto por valores menores. "A farinha de trigo deverá chegar 10% mais barata para o panificador", afirma, sem fazer previsões para o preço do pão. Gonzalez explica que a situação era a última alternativa para diminuir os reflexos da crise argentina e evitar um colapso no consumo brasileiro. "O trigo teve um aumento muito alto em relação àquilo que foi no ano passado", observa. A Medida Provisória assinada no último dia 27 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reduz a zero as alíquotas de contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) - incidentes na importação e na comercialização no mercado interno de farinha de trigo, trigo e pão comum -, não agradou a todos os setores da cadeia do trigo. Sem benefícios na redução dessas alíquotas, o setor de massas e biscoitos terá impacto imediato nos custos. É o que informa o presidente do Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos do Estado de São Paulo (Simabesp), José dos Santos dos Reis. Ele afirma que todo o esforço governamental não chegará ao consumidor final.
"O Simabesp reivindica que o governo atenda a toda cadeia do trigo, a fim de estender o benefício a toda população. Entretanto, se essa observação de alerta não for atendida no pleito em questão, haverá um impacto no custo final (de massas e biscoitos) ao consumidor", enfatiza. Para não ocorrerem novos aumentos, Reis acredita que o moinhos devem fornecer descontos para os fabricantes em virtude do não-pagamento dos impostos. "O ideal seria um desconto de 10% no preço do quilo, até porque não terão que arcar com essas despesas (impostos). O correto seria repassar os créditos para os fabricantes de biscoitos e massas", avalia. Fonte: Jcnet
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