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CE: Maior consumo de pão no CE geraria 40% mais empregos
A cadeia produtiva do trigo, que abrange moinhos, fábricas de biscoitos e massas, padarias e confeitarias, é responsável pela manutenção de mais de 30.000 empregos diretos no Ceará. Mas esse número poderia ser, pelo menos, 40% maior, caso o consumo per capita de pão no Estado estivesse em um patamar semelhante à média nacional.

No Estado, cada habitante come em torno de 20 quilos de pão por ano, contra 30 quilos, nacionalmente. E a cada um quilo, no consumo por pessoa, que o Ceará conseguir obter a mais, a estimativa é de que sejam abertas novas 112 padarias e criados mais 1.200 postos de trabalho.

A informação é do diretor corporativo do Grupo M. Dias Branco, Luiz Eugênio Lopes Ponte, que assume, a partir desta semana, a presidência do Sindtrigo-CE (Sindicato da Indústria do Trigo do Ceará).

Para ele, uma das principais metas do setor, em ação articulada com o Sindpan (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria), Acip (Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares), Sindmassas (Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos) e governo, é fornecer estímulos ao consumo do principal derivado do trigo no Ceará, para que, em até dez anos, possa se atingir o nível de 35 quilos de pão consumidos, por pessoa, ao ano.

Há dez anos, o consumo do insumo não sofre nenhum tipo de alteração significativa, mantendo o patamar de 10 milhões de toneladas/ano, mesmo com o crescimento da população e da renda do brasileiro. "A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de, no mínimo, 60 quilos por habitante/ ano de pão. Você vê, por exemplo, a Argentina, com uma renda per capita menor que a brasileira, consome mais pão do que o Brasil, acima de 80 quilos por habitante ano. O Chile também está acima de 80. Na Europa, é acima de 100", detalha Luiz Eugênio Pontes.

O titular do sindicato acredita que essa estabilidade é decorrente da mudança no perfil do consumidor nos últimos 20 anos, que está mais exigente, mas que não foi acompanhada de uma modificação na forma de atuação das panificadoras, principalmente na periferia da capital e no Interior.

"Essas padarias ainda estão sem um processo inovador, de produtos diferenciados, de layouts de lojas mais sofisticadas, de uma produção mais bem gerida, com todas as ferramentas de gestão moderna que estão disponíveis hoje. Falta todo um preparo da cadeia produtiva pra fazer face a esse novo consumidor", opina.

À frente do sindicato, Luiz Eugênio Pontes pretende articular com o governo condições tributárias mais propícias para o crescimento do setor. No Nordeste, a carga de ICMS incidente sobre o trigo chega a 34%, enquanto que, nos estados do Sudeste, é zerada. Outra reivindicação é obter isenção da TEC (Tarifa Externa Comum).

O Brasil produz 10 milhões de toneladas de trigo ao ano. Do montante, entre 20 e 30%, apenas, têm a qualidade necessária para serem utilizados na panificação. Com isso, para abastecer as necessidades internas, grande parte do insumo vem de países como Argentina, Estados Unidos e Canadá. O Nordeste, por exemplo, importa 100% do trigo que é processado em seus moinhos.

Com a colheita irregular na Argentina, que sofre com problemas de quebra de safra, os estados da região têm que importar dos EUA e, além de lidar com taxas de frete, entre outras tarifas, ainda têm que arcar com a TEC. "Essa taxa onera e deveria ser dispensada.

Já que o Brasil não tem para abastecer todo o território nacional, as regiões que não tem o benefício de poder comprar o trigo nacional, aquelas que precisam comprar lá fora, como o Nordeste, deveriam ser isentas da TEC, para baratear o preço e beneficiar o consumidor final, tornando os produtos mais acessíveis".

O setor também pretende trabalhar em parceria com nutricionistas de forma a desmistificar a ideia que a população tem de que massa engorda e faz mal. Conforme explica o presidente do Sindtrigo, o macarrão é uma grande fonte de energia e pode trazer muitos benefícios à população, desde que seja consumido moderadamente. "Não existe nada de o macarrão ser um vilão, como vem sendo taxado.

Tem muita coisa que pode se desmistificar. O pão está presente em todas as classes sociais. É um vetor fantástico para levar qualquer nutriente à população, pois está incorporado todo dia à mesa do brasileiro. Com isso, você pode agregar ao pão, massas e outros produtos, nutrientes, de acordo com as necessidades da população", explica.

Além disso, a intenção é levar qualificação, em conjunto com Senai (Serviço Nacional da Indústria) e Sebrae, a todos que compõem a cadeia produtiva do setor, reciclando, conscientizando e estimulando discussões pertinentes ao setor. Parcerias com centros de pesquisa estaduais, visando levar inovações e soluções à cadeia, também devem ser viabilizadas.

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O cenário é desolador. A quebra de safra do trigo na Austrália, por conta das fortes chuvas que assolaram a região, puxaram para cima o preço do insumo no mundo. Na Argentina, principal exportador de trigo para o Brasil, a tonelada atinge o patamar de US$ 350 FOB. O setor já caracteriza este como o segundo pior período de preços dos últimos 20 anos. Sem falar da forte concorrência com as outras commodities agrícolas.

Tudo parece conspirar para uma alta nos preços dos derivados no País, como o pãozinho, o biscoito e o macarrão, entre outros, mas, por enquanto, isso não deve acontecer.

Publicado: 24/01/2011
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