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Alta no preço do trigo vai encarecer massas no Espírito Santo

Estimativa é que macarrão fique 15% mais caro e pãozinho pode chegar a 10%

O mês de março deve começar um pouco mais salgado para o consumidor. Ao menos, no preço do pãozinho e do macarrão. O grande vilão deste aumento é o trigo, que teve alta de 13% no preço médio, nos moinhos nacionais. Passou de R$ 460 por tonelada, em julho de 2010, para R$ 520 em janeiro de 2011.

Os reflexos desse aumento já podem ser sentidos no Espírito Santo. É o que afirma o presidente do Sindimassas - Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos do Espírito Santo, Alejandro Duenas, que prevê até o final de fevereiro um reajuste de 10% nos produtos derivados do trigo. "Acredito que, a partir de março, sinta alguns ajustes no preço dos derivados do trigo. O macarrão deve subir de 10% a 15%", afirmou Alejandro Duenas.

De acordo com o presidente Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Espírito Santo (Sindipães), Flávio Bertolo, os associados estão sendo orientados a rever suas planilhas de custo.  Mas, não descarta um aumento no valor do pãozinho, até março.

"Já estamos sentindo. Cada vez que se compra trigo, é uma 'guerra'. Temos orientados nossos associados a rever as planilhas para não trabalhar defasado. A orientação é para evitar, ao máximo, repassar o aumento. O mercado de trigo é muito  instável. Se o preço continuar com essa elevação, pode ser que o pãozinho chega a um aumento de 10%, em março", avalia  Flávio Bertolo.

Compra conjunta e negociação

O presidente do Sindipães destaca que a pressão sobre os preços giram entre 5% a 10%, desde outubro de 2010. "O trigo é nossa materia-prima, é fundamental, não tem como  substituir. Estamos tentando fazer compra conjunta e negociar o preço, com os moinhos", observa Bertolo.

Apesar de o Brasil importar, principalmente, da Argentina, Canadá e Estados Unidos, o trigo é uma commoditie internacional quem tem como referência a bolsa de Chicago - onde são negociados os preços do trigo dos maiores produtores, como a Rússia, China e Austrália que sofreram com  uma quebra na safra (causada por secas e inundações).

Para Alejandro Duenas, o preço da bolsa de Chicago não é o único influenciador do preço. O presidente do Sindimassas destaca, também, uma maior demanda, principalmente, na China. "Falta incentivo à pesquisa de culturas mais resistentes. Acreditamos que o nordeste seria um  grande produtor, se houvesse uma cultura adaptada", observa Duenas.

País importa metade do que é consumido

O Brasil importa, praticamente, a metade do trigo que consome. Segundo dados do Ministério da Agricultura, a produção interna de trigo projetada para 2018/2019 é de 7,89 milhões de toneladas. O consumo é estimado em 12,25 milhões de toneladas.

As principais áreas produtoras do cereal são China, União Européia, Estado Unidos, Índia, Rússia, Canadá e Argentina. O trigo é o segundo cereal mais produzido no mundo, com significativo peso na economia agrícola global. No Brasil, o trigo é cultivado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Fonte: Es Hoje

Publicado: 21/02/2011
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